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As bicicletas elétricas, comumente conhecidas como e-bikes, se tornaram uma febre no Brasil – e não é para menos. Elas oferecem uma forma ágil, econômica e sustentável de se locomover, especialmente nas grandes cidades.
Mas, com tantos modelos diferentes nas ruas, surge uma dúvida crucial: o que diz a lei para bicicleta elétrica?
Muitos ciclistas ficam confusos sobre as regras. Precisa de carteira de motorista? É obrigatório usar capacete? E a história de que vai ter que emplacar a e-bike, é verdade?
Entender a lei para bicicleta elétrica é fundamental não apenas para evitar multas, mas, principalmente, para garantir a sua segurança e a de todos ao seu redor. Para te ajudar a pedalar com tranquilidade e dentro das normas, preparamos este guia completo com tudo o que a legislação brasileira diz sobre o assunto.
Uma bicicleta elétrica, ou e-bike, é essencialmente uma bicicleta convencional equipada com um motor elétrico auxiliar, uma bateria e um controlador. O grande diferencial é que o motor não funciona sozinho; ele apenas assiste o ciclista durante a pedalada.
Isso significa que, para o motor ser acionado, você precisa estar pedalando. Esse sistema, conhecido como “pedal assistido” (ou pedelec), torna as subidas mais suaves e as longas distâncias menos cansativas, mas sem eliminar o exercício físico. É a combinação perfeita entre a força humana e a tecnologia.
Aqui está o ponto mais importante. Para ser considerada uma bicicleta perante a lei e, assim, dispensar habilitação e emplacamento, o veículo precisa seguir as regras do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).
De acordo com a norma, uma bicicleta elétrica deve ter:
Se a sua e-bike se encaixa em todas essas especificações, ela é legalmente equiparada a uma bicicleta comum.
A legislação sobre bicicletas elétricas ganhou um capítulo importante. A Resolução nº 996/2023 do Contran, que já vinha organizando as regras, passou a ter sua fiscalização plenamente em vigor. Isso significa que a diferenciação entre uma e-bike e um ciclomotor agora é fiscalizada de forma mais efetiva em todo o Brasil.
Mas o que isso muda para você, na prática?
A principal mudança é a clareza e a segurança jurídica. A regra agora é fiscalizada com mais rigor, o que reforça os benefícios de se ter uma bicicleta elétrica que segue as normas:
Na prática, a plena vigência da lei torna a escolha por uma bicicleta elétrica regulamentada, como as da linha Ella, uma decisão ainda mais inteligente e segura para quem busca uma mobilidade urbana eficiente e sem complicações.
A grande confusão acontece porque muitos veículos elétricos de duas rodas são vendidos como “bicicletas elétricas”, mas na verdade são enquadrados em outras categorias. Entender a diferença é crucial, pois as regras mudam completamente.
| Característica | Bicicleta Elétrica (Pedal Assistido) | Autopropelido (E-bike com Acelerador) | Ciclomotor Elétrico |
| Habilitação | Não precisa | Não precisa | Sim (ACC ou CNH A) |
| Emplacamento | Não precisa | Não precisa | Sim (obrigatório) |
| Velocidade Máxima | Motor auxilia até 32 km/h | Motor auxilia até 32 km/h | Até 50 km/h |
| Potência do Motor | Até 1.000 W | Até 1.000 W | Até 4.000 W |
| Acelerador | Não possui | Possui | Possui |
| Onde pode circular | Ciclovias e ciclofaixas | Ciclovias e ciclofaixas | Ruas (pelo lado direito) |
| Equipamentos | Indicador de velocidade, campainha, sinalização noturna, espelhos. | Indicador de velocidade, campainha, sinalização noturna, espelhos. | Velocímetro, farol, buzina, retrovisores, etc. |
Como você pode ver, a nova legislação criou a categoria autopropelido. Ela se refere a bicicletas elétricas que, embora possuam acelerador, ainda respeitam os limites de potência (até 1.000W) e velocidade (até 32 km/h).
É o caso da Ella MP1, por exemplo. Para essa categoria, a grande vantagem é que, mesmo com a conveniência do acelerador, o veículo continua sendo dispensado de habilitação e emplacamento, podendo circular nas ciclovias, assim como as bicicletas de pedal assistido.
Sua “bicicleta” será um ciclomotor se ela tiver:
Nesses casos, se você está se perguntando se é preciso emplacar sua bicicleta elétrica, a resposta é sim. Se ela for um ciclomotor, o emplacamento, o uso de capacete de moto e a habilitação (ACC ou CNH A) são obrigatórios.

Uma bicicleta elétrica também precisa seguir leis específicas. Veja as possíveis penalidades previstas.
Se o seu veículo se enquadra como bicicleta elétrica (pedal assistido) ou como autopropelido (com acelerador, mas dentro dos limites de 1.000 W e 32 km/h), você está sujeito às mesmas regras de um ciclista comum. A principal infração, nesse caso, é circular em locais proibidos, como calçadas, o que pode gerar multas aplicadas pela fiscalização de trânsito municipal.
O problema maior ocorre quando o veículo é, na verdade, um ciclomotor, e o condutor não cumpre as exigências.
Se você for pego pilotando um veículo que se enquadra como ciclomotor (com acelerador, mais potente, etc.) sem a devida habilitação, as consequências são sérias. A infração é gravíssima, com multa multiplicada por três e retenção do veículo até a apresentação de um condutor habilitado.
Estar dentro da lei é o primeiro passo. O segundo é adotar uma postura segura no trânsito. Para isso, sempre leve em conta questões como:
A lei para bicicleta elétrica foi criada para organizar o trânsito e garantir a segurança de todos. A regra de ouro é simples: se o seu veículo tem pedal assistido, potência de até 1.000 W e velocidade limitada a 32 km/h, ele é uma bicicleta ou um autopropelido e te dá liberdade para circular em ciclovias e ciclofaixas sem precisar de CNH ou placa.
Por outro lado, se ele tem acelerador e é mais potente, trata-se de um ciclomotor, com todas as suas obrigações. Conhecer e respeitar essas diferenças é o que te permitirá aproveitar todos os benefícios da sua e-bike com tranquilidade, segurança e, o mais importante, dentro da lei.
E se você ainda não garantiu a sua bicicleta elétrica, confira a Ella, a e-bike da Moura! Veja os diferentes modelos e descubra como transformar sua mobilidade com segurança, praticidade e sustentabilidade.
〽️ Energia para mover o futuro.

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