O salto de Qualidade promovido nos produtos e processos industriais da Moura teve participação decisiva do engenheiro mecânico César Sena, diretor industrial do Grupo. Desde 1989, quando entrou como trainee na empresa, César se dedicou a eleger a excelência como diferencial competitivo. Foi diretamente responsável pela modernização do parque fabril e por posicionar a Moura como um importante player no cenário mundial. Hoje, a empresa participa de um seleto grupo que diserta o futuro da bateria na Europa e Estados Unidos. Formou e continua a desenvolver times talentosos, produtivos e engajados em fazer a empresa cada dia melhor.

“A Cultura Empresarial Moura, a CEM, como hoje a conhecemos, foi gestada no início da década de 1990. Nasceu com a implementação do Programa de Qualidade Total, fundamental para pavimentar nosso futuro. Tínhamos já naquela época um grupo ótimo de pessoas, determinadas em fazer a empresa crescer. Mas era preciso uma cultura organizacional orquestrada, estruturada para vencermos a concorrência e consolidarmos nossa marca junto aos clientes corporativos, especialmente as montadoras. “Eu levei a ideia de adotarmos um Programa de Qualidade robusto junto ao alto escalão, que felizmente ouviu com entusiasmo e partiu para sua construção”, lembra César.

Nesse momento, foi crucial a escolha da Qualidade como norte para o negócio. A partir de então, as decisões por investimento, formação de equipes, desenvolvimento de novo produto, entrada em novos mercados, em resumo, todos os rumos da empresa passaram a ter como pilar inabalável a busca por excelência. Passados quase 30 anos, a Moura hoje, mais do que líder em vendas, se tornou benchmarking. A Qualidade se tornou mais que diferencial competitivo: “passamos a entender que deveríamos ser os melhores e não os maiores”, resumiu César.

Essas decisões provocaram um efeito cascata positivo dentro da Moura. Uma vez iniciada a consolidação da cultura organizacional, chegou o momento de estruturar o modelo de gestão. E um dos resultados mais visíveis desses dois grandes movimentos foi a atração e, principalmente, a retenção de talentos. A rotatividade de profissionais caiu, o clima organizacional melhorou e a empresa passou a inspirar e conquistar a confiança mais fortemente das pessoas dentro e fora da organização.

Na área industrial, os impactos também eram profundos. Após a jornada bem-sucedida do Programa Qualidade Total, chegou o momento de implementação do Total Productive Maintenance (TPM). Poucas empresas obtiveram sucesso nessa jornada e a Moura foi uma delas. E, de maneira singular, anos depois, César fez parte da equipe que adaptou os melhores pontos desses dois programas para formatar o WCM (World Class Manufacturing). Foram mais de dois anos de adaptação, visando respeitar a cultura empresarial existente.

Com a “casa arrumada”, César pôde liderar a evolução do parque tecnológico da Moura, hoje, o mais moderno na América do Sul. “Tínhamos uma visão de futuro ambiciosa para nossa manufatura. Portanto, arregaçamos as mangas e tornamos nossas unidades em grandes canteiros de obras, escolhendo as melhores tecnologias e renomados fornecedores mundiais. O resultado deste trabalho foi um parque fabril nivelado com os melhores fabricantes de baterias da Europa e Estados Unidos, bem como um produto de mais vida útil e enorme aceitação no mercado”.

Um dos marcos do salto tecnológico nos processos industriais da Moura é a UN10 – Unidade Automotiva, fábrica que entrou em operações no segundo semestre de 2018. “É um case que surpreende pessoas experientes do mercado internacional de baterias”, celebra César. A nova planta reúne 2.000 melhorias de processo comparado ao que é praticado nas demais seis unidades industriais Moura e contou com a contribuição de parte expressiva dos colaboradores da empresa nas etapas de concepção, desenvolvimento e implementação. A unidade é autossustentável, com linhas ergonômicas e automatizadas, flexibilidade produtiva e desenho logístico eficiente, deixando-a pronta para expansão, além de uma moderna arquitetura.

Nessa equação harmônica, de amadurecimento da gestão, fortalecimento da cultura organizacional, avanços tecnológicos e desenvolvimento de pessoas e times fortes, César segue há 30 anos sua jornada profissional na Moura. “Aqui aprendi tudo o que sei. Principalmente que, com trabalho em equipe e vontade, conseguimos alcançar conquistas representativas. A Moura nos ensina sempre que é possível sonhar grande, não importa às adversidades. Já temos um belo passado, mais estou ainda mais empolgado com o nosso futuro, pois com persistência e uma grande equipe, podemos deixar uma marca representativa na história”, resume.