Com a função de ampliar a tensão da bateria do veículo, a bobina de ignição é uma peça imprescindível para o funcionamento adequado do motor do automóvel. Por meio do envio de alta tensão às velas, é que se gera a centelha que viabiliza o processo de combustão da combinação ar e combustível.

E vale destacar que, assim como os motores se desenvolveram ao longo do tempo, com a bobina de ignição não foi diferente. Essa importante peça presente nos carros foi evoluindo conforme os anos se passaram, passando até mesmo a durar mais. No entanto, a base de seu funcionamento segue a mesma lógica. 

Então, pensando em destacar os principais pontos relacionados a esse componente, inclusive bobina de ignição com defeito e como saber se o módulo de ignição queimou, preparamos o conteúdo a seguir. Confira mais detalhes nas próximas linhas!

Como opera a bobina de ignição

As bobinas de ignição são muito importantes para a completa queima do combustível, da forma mais proveitosa possível, garantindo que haja mais economia e melhora da performance do veículo. Mas, afinal, você sabe como esse sistema funciona?

Primeiramente, é válido explicar que a principal função da bobina de ignição é transformar a tensão da bateria do automóvel (geralmente na faixa de 12 volts a 15 volts) em uma alta tensão. Esta deve viabilizar a geração da centelha de modo que a explosão/ignição no interior da câmara de combustão ocorra na hora correta para que a queima da mistura ar-combustível seja eficiente e completa.

Com a bobina de ignição, em sistemas mais modernos, a tensão multiplicada da bateria pode chegar a uma voltagem de até 60 mil volts. Ou seja, esse componente do carro funciona, basicamente, como um transformador, multiplicando a tensão da alimentação do carro.

Como testar bobina de ignição

Botões na cor prata e preta com um aviso escrito em vermelho dizendo iniciar ou parar o motor.

Sempre privilegie o trabalho de um especialista. O diagnóstico incorreto pode trazer problemas colaterais e prejudicar o bom funcionamento do seu veículo.

Bobina de ignição com defeito? Para fazer o teste para tirar essa dúvida, primeiramente, é preciso contar com um multímetro — aparelho que mede e avalia grandezas elétricas. Também é importante ressaltar que para testar se está tudo certo com o componente, há três tipos de avaliação, sendo elas: 

1. Teste de resistência do enrolamento primário

Aqui, a instrução varia conforme o manual do fabricante. O primeiro passo é buscar nele onde fica o enrolamento primário da bobina para, então, utilizar o multímetro na escala de 200 Ohms. Para se certificar de que o valor da resistência elétrica está numa escala normal, deve aparecer no visor um número entre 0,2 e 1,0 Ohms.

2. Teste de resistência do enrolamento secundário

Assim como acontece com o enrolamento primário, neste caso também deve-se seguir o manual do fabricante para encontrar o enrolamento secundário. Feito isso, basta utilizar o multímetro na escala de 20 mil Ohms. Para se certificar de que o valor da resistência elétrica está numa escala normal, deve aparecer no visor um número entre 4 mil e 16 mil Ohms.

3. Teste de alimentação

Aqui, a primeira instrução é alterar o multímetro para a forma de voltímetro. Feito isso, basta verificar se a tensão no enrolamento primário da bobina de ignição está entre 12 e 14 volts (valores habituais). Se aparecer no visor um valor diferente dessa faixa, é necessário buscar um profissional especializado para corrigir o problema.

Quanto tempo dura bobina de ignição

Uma bobina de ignição não costuma apresentar falhas com muita frequência, tendo uma durabilidade maior se comparado às velas e aos cabos de ignição. Contudo, é importante realizar uma revisão periódica, principalmente se o veículo apresentar “sintomas” como:

  • Consumo excessivo de combustível;
  • Apresentação de defeitos ou ruídos agudos;
  • Performance do motor mais fraca.

Mas, afinal, quanto tempo dura uma bobina de ignição? Bom, para responder ao certo, algumas variantes devem ser consideradas de acordo com cada caso (tipo de carro, quilometragem, estado de conservação das peças, etc). No geral, o componente original pode durar mais de 200 mil km.

Como saber se defeito é vela de ignição ou bobina

Para averiguar em que peça está o problema de ignição, o mais recomendado é realizar uma revisão em uma oficina especializada. Contudo, para identificar se o defeito está na vela ou na bobina, testar o motor do veículo pode ajudar.

Mas, antes de tudo, atente-se para os ruídos do veículo, afinal, muitas vezes, os barulhos não usuais podem indicar que o carro está precisando de uma revisão. Outro ponto para prestar atenção é a bateria,  pois o problema pode estar nela e não no sistema de ignição em si.

A seguir, confira como realizar o teste no motor do veículo para saber se o defeito está na vela ou na bobina de ignição:

  • Preste atenção ao ligar o automóvel. No caso de haver uma centelha separada da região do cabo de ignição que não encosta na bobina (aquela que encosta na vela de ignição), é muito provável que o problema esteja no cilindro ou na vela;
  • Agora, no caso de haver uma centelha em ambas as regiões (encostada na bobina e na vela), é muito provável que o problema esteja no cabo de ignição

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