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Sensor de rotação: saiba o que é e como funciona

Escrito por: Baterias Moura

15.04.2021 às 10h00Atualizado 28.07.2026 às 14h35
Sensor de rotação: saiba o que é e como funciona
Leitura: 8 min
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O automóvel é uma máquina fantástica. Ele possui várias peças e, cada uma delas, tem uma função especial. Entre as principais, podemos citar as velas de ignição e a correia dentada. Mas, também temos um componente muito importante, que é o sensor de rotação. Essa peça é fundamental para que o automóvel execute suas funções corretamente

Porém, você sabe o que é e o que faz o sensor de rotação

Se você gosta de dicas rápidas sobre manutenção de automóvel e deseja aprender sobre os componentes que existem nos veículos, e que são importantes para o carro funcionar, continue com a gente. Com certeza, este post vai te interessar! 

O que é o sensor de rotação? 

O sensor de rotação é uma peça fundamental para os veículos. Devemos saber que sem ele, o carro pode parar de funcionar. Por fim, esta peça faz parte do sistema de injeção eletrônica, no qual ele envia para este sistema os pulsos negativos, essenciais para o motor. 

Como funciona o sensor de rotação?

O sensor de rotação envia para a unidade de comando eletrônica a informação quanto a rotação e a posição do virabrequim. Com isso, o carro funcionará com segurança e estabilidade, pois é exatamente este sensor que calcula o momento exato para a injeção eletrônica trabalhar

Outro detalhe importante: você deve saber como o sensor de rotação é composto. A peça é constituída de um ímã permanente e uma bobina, que fica em volta do ímã e compõe o indutor do sensor. 

Também existe um sensor chamado sensor de rotação indutivo. Essa peça fica no bloco do motor do automóvel. 

E, por último, quando falamos sobre o sinal do sensor de rotação, devemos compreender que ele varia em relação à distância da rotação do motor. 

Qual é a sua ligação com o sistema de injeção eletrônica? 

É o sensor de rotação que calcula o tempo exato em que a injeção eletrônica deve funcionar. E isso ocorre tanto em motores ciclo Otto como ciclo Diesel. 

Quais são os possíveis problemas do sensor de rotação?

Assim como as demais peças de um automóvel, o sensor de rotação pode apresentar alguns problemas já conhecidos. Entre eles, destacamos a falha na memória, um defeito abrupto que faz o carro parar e, por fim, problemas no sensor em relação a velocidade da roda (ABS).

Veja com detalhes quais os principais defeitos do sensor de rotação:

Falha na memória 

Quando há uma falha do sensor, há um código de falha gravado na memória do componente. Esse código pode ser recuperado utilizando um equipamento chamado scanner. 

Defeito no sensor de rotação do motor

Quando há um defeito no sensor de rotação do motor, este pode parar abruptamente. Neste momento, entre em contato com o profissional de sua confiança para que ele identifique-o e faça os devidos reparos 

Problema no sensor de velocidade da roda (ABS)

Outro problema comum é no sensor de velocidade da roda, freio ABS. Neste caso, todo o sistema é desativado ou opera com defeitos. 

Mecânico de uniforme checando motor de carro

Conte sempre com profissionais de confiança para identificar os problemas de seu veículo, principalmente quando o assunto é o sensor de rotação!

Como identificar problemas no sensor de rotação? 

Para testar o sensor de rotação, leve seu automóvel a um mecânico de confiança. Lá, o profissional fará alguns testes para ver qual é o problema do sensor. Com o multímetro, ele poderá avaliar a tensão da corrente alternada que é enviada pelo sensor de rotação. 

Também com o multímetro, é possível avaliar a resistência elétrica do indutor (bobina) ou com osciloscópio e analisar o sinal do sensor. Aqui serão medidas: frequência, amplitude, forma de onda, etc. 

Também poderão ser feitos os seguintes testes: 

Teste da resistência elétrica 

Utiliza o multímetro e conecta diretamente nos terminais do sensor de rotação com o objetivo de avaliar as condições dos fios. No entanto, esse teste não é totalmente conclusivo. Um exemplo prático é que você pode ter problemas com o sinal do sensor que é gerado em uma distância excessiva. 

Teste da tensão de corrente alternada 

Neste, o multímetro é utilizado para a tensão da corrente alternada. Assim, você conecta as pontas diretamente nos terminais do sensor de rotação. Com esse teste, avalia-se se o sensor está enviando qualquer tipo de sinal. 

Teste com osciloscópio 

Há, também, o teste com osciloscópio. Este, avalia a amplitude e outras características do sinal. O oscilograma mostra os resultados do circuito do sensor de rotação, da roda fônica e do próprio sensor. Entre todos os testes apresentados aqui neste post, este é melhor para ser aplicado, pois os resultados são mais conclusivos.

Outra dica é usar o scanner e observar a rotação, a velocidade do automóvel e a velocidade da roda. Nos sensores conhecidos como de relutância, a bobina pode ser verificada com ohmímetro e o sinal gerado com voltímetro, girando com velocidade o eixo correspondente. 

Já os sensores magneto-resistivos e os de efeito HALL podem ser analisados com uma caneta de polaridade. O mecânico pode verificar o sinal girando o eixo correspondente. 

Perguntas frequentes sobre o sensor de rotação

Quais são os principais sintomas de um sensor de rotação com defeito?

Quando o sensor de rotação começa a apresentar falhas, o motorista percebe sinais muito claros de problemas no funcionamento do veículo. Os sintomas mais comuns são:

  • Carro não dá partida: o motor de arranque gira normalmente, mas o carro não “pega”, pois a central eletrônica não recebe o sinal para injetar combustível.
  • Motor desligando sozinho: o carro apaga repentinamente com o veículo em movimento ou parado no trânsito, e muitas vezes só volta a ligar depois que o motor esfria.
  • Perda de potência e engasgos: o carro engasga ao acelerar, perde força em subidas e apresenta uma marcha lenta muito instável.
  • Luz da injeção acesa: o computador do carro identifica a falta de leitura do sensor e acende a luz de alerta amarela no painel.

O carro consegue andar com o sensor de rotação queimado?

Não. O sensor de rotação é um dos poucos componentes da injeção eletrônica que, se parar de funcionar completamente, impede o carro de rodar.

Sem a informação precisa da velocidade e da posição do virabrequim, a central eletrônica não sabe em qual cilindro deve injetar combustível nem o momento exato em que a vela deve soltar a faísca. Por questões de segurança para o próprio motor, o sistema corta a alimentação e o veículo não liga.

Uma bateria fraca pode causar falhas no sensor de rotação?

Sim, isso acontece com bastante frequência. Os sensores eletrônicos do carro exigem uma tensão de energia muito estável (12V) para enviar as leituras corretas para a central eletrônica.

Se a bateria estiver fraca, desgastada ou com a voltagem muito baixa na hora da partida, o sistema elétrico sofrerá uma oscilação. Essa queda de energia faz com que o módulo de injeção receba um sinal distorcido do sensor de rotação, registrando um “código de erro falso” e acendendo a luz da injeção por engano. Por isso, antes de trocar um sensor caro, o mecânico deve sempre testar a saúde da bateria.

Como sempre, aqui no blog da Moura, você aprende algumas dicas automotivas essenciais, que vão te ajudar no seu dia a dia, não é mesmo? Agora, você estará mais informado sobre o que é sensor de rotação e, por isso, não terá mais problemas quando fizer as revisões periódicas no seu automóvel.

Afinal, quanto mais a gente entende de mecânica, melhor para aproveitar a assistência oferecida nas oficinas ou auto centers especializados e localizados em nossa cidade!  

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Sobre o Autor

〽️ Energia para mover o futuro.

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