Ainda menino, entre uma brincadeira e outra pelas ruas da cidade de Belo Jardim, Geraldo Feliciano dos Santos costumava ver o fundador do Grupo Moura, Edson Mororó Moura, na frente da fábrica onde hoje são produzidas as baterias automotivas Moura. Olhava com admiração e, desde então, passou a nutrir o sonho de ser um colaborador da empresa. Esperou até completar 35 anos para, em uma terça-feira de Carnaval, deixar o currículo e, dias depois, finalmente ser chamado para fazer parte da organização. Há 18 anos atua “produzindo todas as soluções para todos os tipos de baterias”, diz orgulhoso, no cargo de operador de processo. E mais: seus dois filhos se tornaram profissionais da Moura também, hoje atuando na Engenharia de Produção e na área de Gestão de Pessoas.

Finalmente contratado, Geraldo teve a oportunidade de ver de perto “Doutor Edson” – como gosta de se referir – e aprender diretamente com ele sobre baterias e, especialmente, sobre pessoas. Naquele ano de 2001, quando enfim passou a integrar o quadro de colaboradores da Moura, Geraldo havia tido a oportunidade de passar outras empresas e estava atuando na Secretaria de Saúde do município, como agente de endemias. “Mas como todo mundo nascido e criado em Belo Jardim sabia na época, era a Moura a melhor opção para se trabalhar. Pelos valores e oportunidades que apresentava. Quando entrei aqui fui diretamente para a Unidade 01, trabalhar com as baterias automotivas e, com 90 dias, passei a preparar a solução que faz parte de todas as baterias que produzimos, na etapa de formação”.

Cerca de 10 anos depois, Geraldo viu seu filho mais velho trilhar o mesmo caminho. Logo em seguida, foi a vez de sua filha. “É muito satisfatório ver sua família seguindo seus passos. Nos dá uma sensação de dever cumprido, porque a Moura tem um projeto para todo profissional que deseja trabalhar e se desenvolver”, comemora.

Das lições que carrega da empresa, Geraldo cita a humildade, as relações pessoais baseadas no respeito e a vontade de se qualificar cada vez mais. “Nós operadores, que estamos envolvidos diretamente na produção, somos ouvidos. Temos liberdade para ajudar na solução de um problema ou se é implementado um novo processo ou uma nova máquina é adquirida, temos oportunidade de testar e opinar”, conta.

Outro aprendizado que Geraldo carrega para vida é o de sua atuação na Brigada de Incêndio. “São lições de segurança e sobre como agir em situações de emergência que levamos para dentro de nossas casas, para o nosso dia-a-dia”, diz.

Nessas quase duas décadas Geraldo pôde crescer pessoalmente também. Adquiriu alguns imóveis – “umas casinhas aqui e acolá, para o pessoal morar” – e um sítio, onde faz de refúgio para os dias que pedem descanso. Viagens? “Todo ano sigo para Juazeiro do Norte (CE), visitar ‘Padim Cícero’, essa é uma das missões, diz. “A verdade é que tenho uma vida realizada”, encerra.